Dentre as diversas características que podem ser atribuídas a jogos de empresas, duas delas são a praticidade e o dinamismo da técnica embutida no conceito e na teoria de jogos. O jogador é colocado “nos sapatos” de um empresário e solicitado a raciocinar sobre todo o ciclo operacional de uma empresa fictícia. Em outras palavras, isso significa dizer que o jogador exercita a lógica de raciocínio daquele que tem por responsabilidade administrar uma determinada empresa, mas sem necessariamente saber como fazê-lo e sem correr os riscos inerentes a esse fato.

       Os acadêmicos de gestão e administração, de uma forma geral, recebem várias ferramentas durante o curso que lhes permitem avaliar as situações encontradas durante o jogo de forma mais natural que um médico ou um advogado, por exemplo. No entanto, pessoas que nunca estudaram administração podem também participar do jogo e se permitir que alguns conhecimentos básicos ou, até mesmo, um “dom” que esteja latente dentro de si venha à tona, e dessa forma, também atinja os objetivos do jogo. A questão com aquele que não é da área de administração ou gestão é que ele ou ela acabará por sentir necessidade de lançar mão de uma determinada técnica que não conhece, fazendo o sentido inverso daquele que estudou nessas áreas, ou seja, sabe que necessita de um método para resolver determinado problema, mas não sabe qual é.

       Por outro lado, alunos das áreas de administração e gestão recebem uma série de metodologias para atuar nos mais diversos momentos, mas as vezes tem dificuldade em decidir qual é, exatamente, a ferramenta a ser utilizada em determinada situação. Então, conhecendo ou não conhecendo o mundo da gestão de negócios, o jogo de empresas pode ser utilizado como ferramenta de treinamento nessa área de conhecimento e, empiricamente ou cientificamente, simular, sem os riscos do investimento em si, causas e conseqüências dos fatos inerentes ao dia-a-dia de uma empresa. Mesmo que ele assuma uma dinâmica diferente para quem estudou e para quem não estudou administração, ele atinge seu objetivo de demonstrar o que é gerenciar uma empresa, sua operação diária, seu ciclo de funcionamento, seus riscos e oportunidades, sua participação dentro do mercado e da importância das informações como subsídio à tomada de decisão. A matéria-prima do gestor é a informação. Sem informação, não há administração. Ou, como diríamos em gestão da qualidade, o que não se mede, não se gerencia!
Antes de começar a jogar
O ambiente do jogo
O Mercado
As Empresas
Os Produtos e Serviços
Considerações sobre a Tomada de Decisões
Cadastrando-se no Jogo