O jogo cria um ambiente fictício
onde vários supermercados concorrem entre si pelo mercado. Cada grupo formado gerenciará
um supermercado pelo período de um ano. O ambiente, portanto, representa vários
supermercados competindo pelo mercado de bens de consumo. Como responsáveis por
sua administração, os gestores devem definir e implementar a estratégia a ser utilizada
pela empresa. Algumas das questões a serem decididas são: o perfil do cliente a
ser atendido, que produtos serão vendidos, se a empresa prestará algum serviço (agregação
de valor para o cliente), o investimento a ser realizado, como será a comunicação
com o cliente, a política de pessoal, e outras mais a serem vistas com mais detalhes
mais adiante.
As empresas (os supermercados) serão administradas
por um período de um ano subdividido em quatro trimestres, ou seja, os grupos tem
4 (quatro) rodadas para tomada de decisão. Essas rodadas são momentos nos quais
os grupos analisam a realidade de sua empresa, o cenário econômico do jogo, e decidem
o que acontecerá com
ela nos próximos três meses. Os grupos têm um prazo pré-determinado
para fazer sua avaliação e fazer o encaminhamento de suas decisões. Essas decisões
são expressas através do preenchimento das telas de entrada de dados no programa
do jogo. Muita atenção aos prazos definidos pelo professor pois, caso o grupo não
encaminhe seu jogo, ficará como se a empresa não estivesse trabalhado naquele trimestre,
o grupo ficará sem informação sobre o mercado e não terá massa de dados para tomada
de decisão posterior.
Para uma tomada de decisão consciente, o grupo
deve levar em consideração todas as variáveis definidas nas regras. Algumas dessas
variáveis podem ser o preço de compra e a respectiva formação do preço de venda,
as despesas com marketing e seu peso nas despesas, o cálculo da quantidade de pessoal
necessário para o negócio e o reflexo na previsão do fluxo de caixa.
As decisões tomadas em um período podem influenciar
os períodos seguintes do seu próprio negócio, assim como o da concorrência. Erros
passados, no entanto, devem ser corrigidos nas rodadas seguintes, pois o tempo não
pára, e assim como na vida real, devemos aprender com os erros e evitar que ele
se repita no futuro.
A incerteza é outro componente importante do
processo de tomada de decisão. Não há negócio que não tenha risco. Existem negócios
que têm mais ou que têm menos risco, mas não negócios totalmente imunes a eles.
Por outro lado, também não temos uma bola mágica a disposição, o que resta ao empreendedor
é procurar minimizar estes riscos. Pode-se reduzir riscos trabalhando sempre com
a maior quantidade de dados possível tanto sobre a empresa como sobre a economia,
manter-se atualizado, utilizar ferramentas confiáveis para registro de dados e geração
de relatórios, e procurar trabalhar antecipando-se ao que pode vir a acontecer (trabalhar
com cenários).
Dentro do que está ao alcance do empreendedor,
do administrador ou do gestor, conhecimento e habilidade no manuseio de ferramentas
de suporte a tomada de decisão fecham o leque de instrumentos dos quais se pode
lançar mão para evitar situações econômicas extremamente negativas na empresa.
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